domingo, 13 de janeiro de 2013

Frases & Histórias de Motivação

Faça como eu digo

Conta-se que um palestrante muito famoso ganhava muito dinheiro como "expert" em educação infantil, sobretudo com sua palestra intitulada "Os 10 Mandamentos para os Pais bem sucedidos na Ciência do bem educar seus filhos"... Era sobre dez "Leis" que todo pai e toda mãe deveriam seguir inexoravelmente. Dizia a todos como se comportarem diante do desafio de serem pais. Tinha resposta para tudo e todos, porém era solteiro e sem filhos. Certo dia, conheceu a Mulher de seus sonhos. Apaixonaram-se e casaram-se em seguida. Um ano depois, o casal foi abençoado com seu primeiro filho. Não passou muito tempo e diante de uma nova realidade ele percebeu que sua Palestra melhor seria chamada de "As 10 Regras de Ouro indicadas para os Pais que desejassem ser bem sucedidos na Ciência do bem criar seus Filhos". No ano seguinte, o casal teve mais um filho, e diante das novas dificuldades e desafios que surgiram, o palestrante refez sua Palestra, passando chama-la de "As 10 Sugestões para os Pais bem sucedidos na Arte de criar seus Filhos". Mais um ano e mais um filho. Não muito tempo depois do nascimento de seu terceiro filho, o palestrante mais uma vez se viu obrigado a rever sua Palestra, a qual passou a ser apresentada com o título de "Tentativas para se criar os filhos nos dias de hoje"... Após o nascimento do quarto filho, o Palestrante mudou de profissão.

A luz

Uma noite, um turista estava andando pela rua e viu um bêbado engatinhando sob um poste de luz. Curioso, o turista aproximou-se do bêbado e perguntou: - 'O que você está fazendo?' O homem, surpreso, disse com uma voz arrastada: - 'Estou procurando as chaves que abrirão o meu carro!' O turista, desejoso de ajudar, disse: - 'Onde as perdeu?' - 'Por ali!' Explicou o bêbado apontando para o beco escuro, poucos metros a frente. Intrigado com essa lógica, o turista perguntou então: - 'E porque está procurando aqui?' E o bêbado respondeu: - 'Ora, porque aqui é mais claro...!'

Arrogância dos Poderosos

Conta-se que o diálogo abaixo foi travado em outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland. Os americanos começaram na "maciota": - Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação. O canadense respondeu de pronto: - Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul. O americano ficou mordido: - Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso. Mas o canadense insistiu: - Não. Mude o SEU curso atual. O negócio começou a ficar feio. O capitão americano berrou ao microfone: - ESTE É O PORTA-AVIÕES USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTROYERS, TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. EU EXIJO QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE, UM, CINCO, GRAUS NORTE, OU ENTÃO TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO NAVIO. E o canadense respondeu: - Aqui é um farol, câmbio!

Carpintaria

Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia. Foi uma reunião das ferramentas para acertar suas diferenças. O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito. Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e Iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso... E assim, finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel!

Faça por merecer

Paulo trabalhava em uma empresa há dois anos. Sempre foi um funcionário sério, dedicado e cumpridor de suas obrigações. Nunca chegava atrasado. Por isso mesmo já estava com 02 anos na empresa, sem ter recebido uma única reclamação. Certo dia, porém, ele foi até o diretor para fazer uma reclamação: - Sr. Gustavo, tenho trabalhado durante estes dois anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. Fiquei sabendo que o Fernando, que tem o mesmo cargo que eu e está na empresa há somente 06 meses e já vai ser promovido ??... Gustavo, fingindo não ouvi-lo, disse: - Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá me ajudar. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje. Aqui na esquina tem uma barraca de frutas. Por favor, vá até lá e verifique se eles tem abacaxi. Paulo, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão. Em cinco minutos estava de volta. - E aí Paulo? - Perguntou Gustavo. - Verifiquei como o senhor pediu e eles tem abacaxi sim... - E quanto custa ??? - Ah, Isso eu não perguntei não... - Eles tem abacaxi suficiente para atender a todo nosso pessoal ??? - Também não perguntei isso não... - Há alguma fruta que possa substituir o abacaxi ??? - Não sei não... - Muito bem Paulo. Sente-se ali naquela cadeira e aguarde um pouco. O diretor pegou o telefone e mandou chamar o novato Fernando. Deu a ele a mesma orientação que dera ao Paulo. Em dez minutos, Fernando voltou. - E então ??? - Indagou Gustavo. - Eles têm abacaxi, sim Seu Gustavo. E é o suficiente para todo nosso pessoal e, se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi estão vendendo a R$1,50 cada; a banana e o mamão a R$1,00 o quilo; o melão R$1,20 a unidade e a laranja a R$20,00 o cento, já descascada... Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles nos concederão um desconto de 15%. Deixei reservado... Conforme o Senhor decidir, volto lá e confirmo o pedido! - Explicou Fernando. Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o. Voltou-se para Paulo, que permanecia sentado e perguntou- lhe: - Paulo, o que foi que você estava me dizendo ??? - Nada não, patrão. Esqueça. Com licença... E Paulo deixou a sala...

A mosca

Conta-se que certa vez duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou parou de nadar e de se debater e afundou. Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte era tenaz, e continuou a se debater, a se debater e a se debater por tanto tempo, que, aos poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca tenaz conseguiu com muito esforço subir e dali levantar vôo para algum lugar seguro. * * * * * * * * * Tempos depois, a mesma mosca tenaz, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo. Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria. Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou: - "Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo". A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso e, continuou a se debater e a se debater, até que, exausta afundou no copo cheio de água.

Carinhos Quentes

Era uma vez, uma cidade, uma cidade como todas as outras e ao mesmo tempo diferente de todas as demais porque naquela cidade todo mundo era feliz. Certa vez, uma bruxa má resolveu se instalar naquela cidade e como toda bruxa má que se preza ela vendia poções, pozinhos e etc, enfim, aquelas coisas que as bruxas más vendem... Mas, para o espanto da bruxa, ninguém comprava os produtos da bruxa, e ela ficou encafifada com aquilo. Ela então contratou uma equipe de marketing - era uma bruxa moderna - para resolver aquela situação. A equipe fez pesquisas, levantamentos, e explicou para a bruxa que naquela cidade todo mundo ao nascer vinha ao mundo com um saquinho mágico, em que nele havia uma substância realmente mágica que quando era ofertada à alguém, essa substância mágica crescia energeticamente envolvendo tanto quem deu como quem recebeu proporcionando uma autêntica sensação de paz e de felicidade. E o Nome dessa substância mágica era "Carinhos Quentes"; e todo mundo dava - e, naturalmente, assim todo mundo recebia - Carinhos Quentes e assim todos eram felizes e não precisavam dos produtos da bruxa. A bruxa pensou, pensou e pensou até que então arquitetou um plano. Ela chegou para um pai de família e disse: - Olha sua esposa dando Carinhos Quentes para os outros... Já pensou se acabam? Até então, nunca alguém havia pensado na possibilidade dos Carinhos Quentes se esgotarem. O marido chegou para sua esposa e disse: - Esposa, acabou essa história de ficar dando Carinhos Quentes para os outros. Agora é só nosso e olhe lá... E se tornaram egoístas quanto aos Carinhos Quentes. As crianças vendo aquilo - e as crianças sabem que palavras convencem mas exemplos arrastam... - começaram também a se tornar egoístas dos Carinhos Quentes. E com o passar do tempo, aquele novo comportamento foi se alastrando pela cidade até que um dia ninguém mais dava - e assim ninguém mais recebia - Carinhos Quentes. As pessoas passaram a sentir um vazio, uma angústia, uma falta que não sabiam explicar do que, e assim, por desespero, começaram a consumir os produtos da bruxa. E a bruxa ganhou rios de dinheiro, ficou muito contente, com sorriso de orelha a orelha, até que aconteceu algo com o que não contava. O que aconteceu? As pessoas começaram a morrer - pois ninguém vive sem Carinhos Quentes! - e a bruxa pensou: "Isso eu não quero, pois se não, quem vai continuar me dando dinheiro?"... A bruxa pensou, pensou e pensou e então lançou no mercado um novo produto: Os Espinhos Frios. Os Espinhos Frios servem para ferir, agredir, magoar as outras pessoas. Entre dar e receber nada ou trocar Espinhos Frios, as pessoas então passaram a trocar entre si Espinhos Frios. Já não mais morriam, mas continuavam extremamente insatisfeitas, infelizes, movidas por um desejo deslizante que nunca se saciava e por aquele rol de negatividade anteriormente mencionado. Mais adiante, alguém da equipe da bruxa teve a idéia de revestir os Espinhos Frios com uma camada que imitava aqueles quase esquecidos Carinhos Quentes de outrora. A esse novo produto foi dado o nome de "Carinhos de Plástico". Os "Carinhos de Plástico", à primeira vista, parecem Carinhos Quentes, mas assim que se desmancha a superficialidade, revela-se que o que tem por dentro é um tremendo de um Espinho Frio. Pois bem. Assim ia a cidade sobrevivendo, com as pessoas mediocremente trocando entre si Espinhos Frios e Carinhos de Plástico, até que um dia, um jovem regressou à cidade e a bruxa não conseguiu fazer a cabeça desse jovem. E ele seguia sua própria natureza, dando Carinhos Quentes para quem encontrasse em seu caminho. Algumas pessoas vendo aquilo, exclamaram: "Esse homem é louco! Está dando Carinhos Quentes..." Mas pelo grau de evolução que ele havia conquistado em suas peregrinações e estudos na vida, ele sabia que não devia "dar bola" para esse tipo de comentário. E assim continuou seguindo sua própria natureza, dando Carinhos Quentes para quem encontrasse. Outros disseram: "Ele é um aproveitador, um ‘171’; deve estar tentando levar alguma vantagem, por isso está dando Carinhos Quentes...". Mais uma vez, pelo grau de evolução que havia conquistado, sabia que não devia se deixar atingir por essas acusações. E assim prosseguiu seguindo sua natureza, distribuindo autênticos Carinhos Quentes para todos. Até que um dia, ele encontrou uma moça -e que não era uma moça comum; era uma moça especial - e ela ao receber os Carinhos Quentes, percebeu despertar em si uma luz, uma sensação de ternura e de amor e sentiu um desejo sincero de voltar a dar Carinhos Quentes. Juntos, ela e o rapaz, continuaram dando Carinhos Quentes às pessoas. Ao poucos, outras pessoas inspiradas pelo exemplo autêntico e sincero daquele casal, foram despertando e voltando a dar Carinhos Quentes. Pois bem. E como então essa história termina? Para ser muito honesto, até hoje essa história ainda não terminou... Em todos os países, em todos os estados, em todas as cidades, existem dois grupos de pessoas: Um deles, que é a maioria, é formado pelas pessoas comuns. E quem são as pessoas comuns? São aquelas que se limitam a dar Espinhos Frios e Carinhos de Plástico... E o outro grupo, que por enquanto ainda é a minoria, é formado pelas chamadas pessoas especiais. E quem são as Pessoas Especiais? São as pessoas que ousam... que se permitem compartilhar com a humanidade... autênticos, genuínos Carinhos Quentes. Esse grupo por enquanto ainda é minoria, mas temos a crença que se fizermos a nossa parte, uma massa crítica será atingida revolucionando toda a humanidade, e assim estaremos dando nossa contribuição para a edificação de um mundo melhor de se viver... Você que chegou até aqui lembre-se desse convite para descobrir-se uma Pessoa Especial...Semeando Carinhos Quentes! Claude Steiner

Consertar o Mundo...

Certa vez, um cientista foi designado para uma árdua missão: Consertar o Mundo ! E para tal, no intuito de se dedicar exclusivamente a este grande desafio, isolou-se, junto com sua família, em um laboratório onde nada nem ninguém o perturbava. Em meio à sua concentração, tentando encontrar uma resposta ao enigma proposto, sentiu uma "mãozinha" o puxando pelo jaleco: Era seu pequeno filho, querendo a atenção do pai... "Paiê", o que tá fazendo? - Perguntou o menino. O pai está ocupado...- Respondeu o cientista. Fazendo o que? O pai está trabalhando. Estou tentando consertar o Mundo. Posso ajudar? Não, meu filho! Isto é muito difícil e não é para crianças... É um verdadeiro Quebra-Cabeças... Ah, pai... Eu sou bom de quebra-cabeças... Deixa eu ajudar, vai? Percebendo que não teria como se livrar da insistência do menino, o pai então teve uma idéia: procurou em uma revista, uma foto da Terra e ao encontrá-la, destacou-a e a picotou em inúmeros fragmentos. Olhou para o filho, entregou-lhe os pedaços de papel e disse: Eis aqui, meu querido, o Mundo precisando ser consertado. Vai e ajuda o pai... O cientista, então, retornou à sua atividade crente que não seria mais perturbado tão cedo. Porém, não muito tempo depois, sentiu novamente a mão do filho o chamando... Pai, consertei o Mundo... Sem olhar, o pai deu uma bronca: Meu filho, mandei fazer direito e não de qualquer jeito... Tá direito, pai... O pai então resolveu olhar, e levou um susto! O Mundo estava consertado... Todos os pedacinhos estavam devidamente colados em lugar certo. Deu então a Segunda bronca, julgando que o menino havia passado adiante a tarefa proposta: Eu pedi para você consertar o Mundo....! E eu o fiz, pai... Aí, o pai começou a ficar interessado: Como, meu filho, você consertou o Mundo, se você nem o conhece? O menino, com um ar radiante de satisfação, respondeu: Usei um "truquezinho"... Mais interessado ainda, perguntou o cientista: Que truque é esse, meu filho, que permitiu você consertar o Mundo mesmo sem conhecê-lo? E menino respondeu: Quando o senhor arrancou da revista a foto do Mundo, eu vi que no verso dela havia a foto de um Homem. O Mundo eu não conheço mas o Homem, sim! Quando o senhor me deu os pedaços, tudo que fiz foi vira-los e consertei o Homem... E, ao consertar o Homem, consertei o Mundo !!! E com isso, o filho deu a grande dica que o pai precisava para consertar o Mundo!

Correr Atrás???

Serginho era um típico sujeito interiorano que morava em uma grande cidade há mais de 10 anos e desde criança se achava uma pessoa sem sorte. Apesar de se achar sem sorte, sua vida fluía muito bem e ele não tinha muito do que reclamar. Porém, um dia as coisas começaram a mudar em sua vida. Certo dia Serginho entrou em uma competição de futebol com seus amigos e dizia para si e para os outros: - Vamos correr atrás do título do campeonato; vamos correr atrás da taça; vamos correr atrás da vitória, pois esse campeonato está no papo. O campeonato decorreu de uma forma bastante competitiva e apesar do esforço de Serginho e de seus companheiros, o time acabou ficando em 4º lugar. Esse fato deixou Serginho uma fera, e ele saiu xingando todo mundo, pois dava como certa a conquista do campeonato. Uma semana depois, Serginho resolveu participar de uma maratona e enquanto treinava dizia para si mesmo: - Dessa vez vou correr atrás do 1º lugar; vou correr atrás da medalha de ouro; vou correr atrás do lugar mais alto no podium. No dia da corrida, Serginho se esforçou de forma tresloucada para atingir o lugar mais alto do podium, mas após 2 horas de maratona 2 corredores chegaram na sua frente e ele teve de se contentar com o 3º lugar. Esse fato o deixou muito decepcionado e novamente ele saiu xingando todo mundo. Na semana seguinte, Serginho foi concorrer à um emprego em uma loja de departamentos, mas havia apenas uma vaga e o número de concorrentes era grande. Ao entrar na sala de entrevista, ele dizia para si mesmo: - Vou correr atrás desse emprego; vou correr atrás dessa vaga; vou correr atrás do 1º lugar nesse concurso. Após a seleção dos candidatos, Serginho foi verificar o resultado do concurso e constatou que ele havia ficado em 2º lugar. Isso o deixou totalmente desesperado, pois ele dava como certa a sua aprovação no concurso. Ele saiu da loja após verificar o resultado e resolveu ir conversar com o padre Nicolau a respeito da sua maré de azar. Ao chegar na igreja, Serginho se dirigiu em direção a sacristia e foi conversar com o padre Nicolau. Serginho ficou durante uma hora contando o que havia se passado com ele durante esse mês, enquanto padre Nicolau o ouvia atentamente. Após acabar de expor o seu problema, Serginho pergunta ao padre Nicolau o porquê de tudo na sua vida estar dando errado. Padre Nicolau que apenas ouvia até esse momento respondeu: - Meu amigo Serginho, tudo isso é conseqüência direta da sua atitude mental. Pare e analise a sua postura mental; você vive dizendo que vai correr atrás das coisas, pois saiba que quem corre atrás das coisas, no máximo, no máximo chega em 2º lugar.

Criatividade

Num belo dia, o Diretor de uma grande empresa propôs um desafio interessante para dois dos seus colaboradores de maior confiança. Um chama-se José, e o outro, Paulo. - Amanhã pela manhã, Paulo e José, eu tenho um desafio para vocês. Estou passando 150 gramas de feijão e mais estas botas apertadas. Coloquem metade da porção de feijão em cada uma das botas. Vistam as botas e subam o nosso principal monte da cidade, com mais de 80 metros de altura. O prêmio será uma grande promoção. - Espero vocês amanhã às 08:00 horas. Paulo e José seguiram para casa. No dia seguinte encontraram o diretor e rumaram para o grande monte. Dada a largada, José logo assumiu a dianteira e chegou rapidamente o cume do monte, enquanto Paulo ficava pelo caminho. O chefe atônito seguiu na direção da José e perguntou. - Como é que você conseguiu chegar ao cume do monte sem nenhuma dificuldade, já que a proposta do desafio era subir com as botas com 150 gramas de feijão dentro. Como estão seus pés? - Estão bem! - Respondeu José com um sorriso calmo e feliz. - Como assim? - Indagou o chefe. - Simples, meu caro Diretor... Levei o feijão para casa e cozinhei por muito tempo. Aqui estão dentro de minhas botas as 150 gramas de feijão bem cozidas...

A Fábula dos Porcos Assados

A Fábula dos Porcos Assados Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque... . . . Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo... Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem: às vezes, os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes - milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assá-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. Mas, curiosamente, quanto mais crescia a escala do processo, mais parecia falhar e maiores eram as perdas causadas. Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. Congressos, seminários e conferências passaram a ser realizados anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo. Assim, no ano seguinte, repetiam-se os congressos, seminários e conferências. As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda às árvores, excessivamente verdes, ou à umidade da terra ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas. As causas eram, como se vê, difíceis de determinar - na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura: maquinário diversificado, indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo - incendiadores que eram também especializados (incediadores da Zona Norte, da Zona Oeste, etc, incendiadores noturnos e diurnos - com especialização matutina e vespertina - incendiador de verão, de inverno etc). Havia especialista também em ventos - os anemotécnicos. Havia um diretor geral de assamento e alimentação assada, um diretor de técnicas ígneas (com seu Conselho Geral de Assessores), um administrador geral de reflorestamento, uma comissão de treinamento profissional em Porcologia, um instituto superior de cultura e técnicas alimentícias (ISCUTA) e o bureau orientador de reforma igneooperativas. Havia sido projetada e encontrava-se em plena atividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação - utilizando-se regiões de baixa umidade e onde os ventos não soprariam mais que três horas seguidas. Eram milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores árvores e sementes, o fogo mais potente etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno. Foram formados professores especializados na construção dessas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades para que os professores fossem especializados na construção das instalações para porcos. Fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos etc. As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus e posicionar ventiladores gigantes em direção oposta à do vento, de forma a direcionar o fogo. Não é preciso dizer que os poucos especialistas estavam de acordo entre si, e que cada um embasava suas idéias em dados e pesquisas específicos. Um dia, um incendiador categoria AB/SODM-VCH (ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelado em verão chuvoso) chamado João Bom-Senso resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido - bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então numa armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne. Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o diretor geral de 'assamento' mandou chamá-lo ao seu gabinete, e depois de ouvi-lo pacientemente, disse-lhe: "Tudo o que o senhor disse está muito bem, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades?". "Não sei", disse João. "E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas máquinas purificadores automáticas de ar?". "Não sei". "E os anemotécnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao país? Vou mandá-los limpar porquinhos? E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Heim?". "Não sei", repetiu João, encabulado. "O senhor percebe, agora, que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê que se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo atrás? O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas! O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros e quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos e nem têm folhas para dar sombra? Vamos, diga-me?". "Não sei, não, senhor". "Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades científicas do mais extraordinário valor?". "Sim, parece que sim". "Pois então. O simples fato de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosso sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o país?" "Não sei". "Viu? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos - por exemplo, como melhorar as anemotécnicas atualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência) ou como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema, e não transformá-lo radicalmente, o senhor, entende? Ao senhor, falta-lhe sensatez!". "Realmente, eu estou perplexo!", respondeu João. "Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor entende. Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo?". João Bom-Senso, coitado, não falou mais um 'a'... Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu... Por isso é que até hoje se diz, que quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos nas quais não se admite a possibilidade de mudar o Sistema, falta o Bom-Senso...!

Acomodação

"Conta-se que para cozinhar uma rã gigante coloca-se a mesma ainda viva na panela com água tépida e gradualmente eleva-se a temperatura da água até a fervura. A rã, no início envolvida pela agradável temperatura da água, adormece e morre..." NN Da mesma forma, vícios vão se instalando nas vidas de pessoas, modificando-as, paulatinamente, muitas vezes sem que estas dêem conta do que está lhes ocorrendo. Critérios para distinguirmos entre o meramente lúdico e o compulsivo não são claramente demarcados. Vícios são hábitos destrutivos e prejudiciais. Assim, numa análise ainda que superficial, podemos verificar se o comportamento em questão é (1) habitual e (2) fonte de malefícios para os envolvidos. Fatores diversos, conscientes e não conscientes, às vezes imbricados, contribuem para a compulsividade em geral O processo terapêutico consiste em conscientizar o compulsivo de sua real situação fornecendo-lhe também o apoio, a orientação e o encorajamento para reverter a mesma. Tal se faz despertando para os benefícios e vantagens com a mudança, listando-se inclusive todos os ganhos secundários e intenções positivas atrelados ao comportamento que desejamos alterar elegendo-se novas condutas e atividades que satisfaçam integralmente tais ganhos e intenções. Uma reavaliação de seus critérios pessoais, de sua escala de valores, de suas crenças e objetivos de vida, de suas condutas e atitudes, enfim, de sua própria identidade é de grande valia nesse processo de libertação. Analisando ao nível de processo, o importante é lembrarmos que estas pessoas não são doentes e sim pessoas que não se conscientizaram que na vida elas têm mais escolhas para a realização pessoal.

A profecia

Um homem morava à beira da estrada e vendia cachorros quentes. Sua audição não era perfeita e, por isso, não ouvia rádio. Sofria da vista; portanto, não lia jornais. Mas vendia saborosos cachorros quentes! E o homem punha, próximo à rodovia, uma tabuleta que anunciava a boa qualidade deles. Postava-se à borda do caminho e bradava com sorriso nos lábios e brilho nos olhos: - Compre um cachorro quente, senhor! E, assim, aumentou suas vendas e suas encomendas de carne e pãezinhos. Adquiriu um fogão maior a fim de atender bem à freguesia. Tudo sempre com muita Qualidade, entusiasmo, otimismo e prazer. E custeou o estudo do filho com as vendas dos cachorros quentes... Mas, então, algo aconteceu... Disse-lhe o filho "letrado" e "realista": - Pai, não tem ouvido rádio? Se o dinheiro escassear ficaremos, com certeza, em má situação. Pode ser que sobrevenha grande crise econômica. Seria, pois, melhor preparar-se para um mau negócio. Após o que o pai pensou: - Bem, meu filho freqüenta o colégio. Lê jornais e ouve rádio. Logo, deve saber o que diz. Assim, o pai diminuiu as encomendas de carne e pãezinhos para não correr mais riscos... Parou de fazer letreiros de propaganda para não gastar com as mesmas... Também não mais se deu ao trabalho de postar-se à beira da estrada, na "vã" tentativa de cativar novos clientes... E as vendas decresceram quase de um dia para outro. - É... Você tinha razão - sentenciou o pai ao rapaz. - Sem dúvida, rumamos para uma depressão econômica...!

A lenda do monge e do escorpião

Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados. "Mestre, deve estar doendo muito! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!" O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu: "Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."

Pastel, Guaraná e Deus

Havia um pequeno menino que queria se encontrar com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente, portanto ele encheu sua mochila com pasteis e guaraná, e começou sua caminhada. Quando ele andou umas 3 quadras, encontrou um velhinho sentando em um banco da praça olhando os pássaros. O menino sentou-se junto a ele, abriu sua mochila, e ia tomar um gole de guaraná, quando olhou ao velhinho e viu que ele estava com fome, então ofereceu-lhe um pastel. O velhinho muito agradecido aceitou e sorriu ao menino. Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo, então ele ofereceu-lhe seu guaraná. Mais uma vez o velhinho sorriu ao menino. O menino estava tão feliz! Ficaram sentados ali sorrindo, comendo pastel e bebendo guaraná pelo resto da tarde sem falarem um ao outro. Quando começou a escurecer o menino estava cansado, resolveu voltar para casa, mas antes de sair ele se voltou e deu um grande abraço ao velhinho. O velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido. Quando o menino entrou em casa, sua mãe surpresa perguntou ao ver a felicidade estampada em sua face. "O que você fez hoje que te deixou tão feliz? Ele respondeu: "Passei a tarde com Deus" e acrescentou "Você sabe, ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi". Enquanto isso, o velhinho chegou em casa com o mais radiante sorriso na face, e seu filho perguntou: "Por onde você esteve que você está tão feliz?" Ele respondeu "Comi pastéis e tomei guaraná no parque com Deus" Antes que seu filho pudesse dizer algo falou: "Você sabe que ele é bem mais jovem do que eu pensava?" (Eni Cristine) Nunca subestime a força de um sorriso, o poder de uma palavra, de um ouvido para ouvir, um honesto elogio, ou até o menor ato de carinho...

O Frio Que Vem de Dentro

Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer, para poderem receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redo da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse - eles o sabiam - todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver. O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles era negro. Então ele raciocinou consigo mesmo: - "Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro". E guardou-as protegendo-as dos olhares dos demais. O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um círculo em torno do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou: - "Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso" O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento . Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensinava. Seu pensamento era muito prático: - "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou suas lenha com cuidado. O quarto homem era o pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou: - "Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha." O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil. O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosa das mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. - "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos meus gravetos". Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou. Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse: "O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro".

O sofrimento é o alto falante de Deus

Um jovem e bem sucedido executivo dirigia por sua vizinhança, correndo um pouco demais em seu novo Jaguar. Observando crianças se lançando entre os carros estacionados, diminuiu um pouco a velocidade, quando achou ter visto algo. Enquanto passava, nenhuma criança apareceu. De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral do Jaguar! Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo. Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança empurrando-a contra um veículo estacionado e gritou: - Por que isso? Quem é você? Que besteira você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro, aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro. Por que você fez isto? "Por favor, senhor, me desculpe, eu não sabia mais o que fazer!" – implorou o pequeno menino. "Ninguém estava disposto a parar e me atender neste local." Lágrimas corriam do rosto do garoto, enquanto apontava na direção dos carros estacionados. "É meu irmão. Ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e não consigo levantá-lo." Soluçando, o menino perguntou ao executivo: "O senhor poderia me ajudar a recolocá-lo em sua cadeira de rodas ? Ele está machucado e é muito pesado para mim." Movido internamente muito além das palavras, o jovem motorista engolindo um "nó imenso" dirigiu-se ao jovenzinho, colocando-o em sua cadeira de rodas. Tirou seu lenço, limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo estava bem. "Obrigado e que meu Deus possa abençoá-lo." - a grata criança disse a ele. O homem então viu o menino se distanciar... Empurrando o irmão em direção à casa. Foi um longo caminho de volta para ao Jaguar... Um longo e lento caminho de volta. Ele nunca consertou a porta amassada. Deixou amassada para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um tijolo para obter a sua atenção. Deus sussurra em nossas almas e fala aos nossos corações. Algumas vezes quando nós não temos tempo de ouvir, Ele tem de jogar um tijolo em nós. Na Vida, podemos aprender por Amor ou por dor... É sua escolha: ouvir o sussurro ou esperar pelo tijolo! "Às vezes, o sofrimento é o alto-falante de Deus para um mundo surdo." Não espere pelo "tijolo". A Escolha ainda é sua...!

E depois, senhor?

Um homem de negócios, americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento, trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns de barbatana amarela. O americano deu parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e lhe perguntou quanto tempo levara para pescá-los. - "Pouco tempo" - Respondeu o mexicano. Em seguida, o americano perguntou por que ele não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante. O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender as necessidades imediatas de sua família. O americano voltou à carga: - "Mas o que é que você faz com o resto de seu tempo?" O mexicano respondeu: - "Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, tiro a sesta com minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco violão com meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, senhor". O americano assumiu um debochado ar de pouco caso e disse: - "Eu sou formado em Administração de empresas em Harvard, perito em 'Qualidade' e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia diretamente à uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria sua empresa em expansão". - "Mas, senhor, quanto tempo isso levaria?" - Perguntou o pescador, com os olhos arregalados. - "15 ou 20 anos" - Respondeu triunfante o americano. - "E depois, senhor?" O americano riu, e disse que essa seria a melhor parte. - "Quando chegasse a ocasião certa, você poderia abrir o capital de sua empresa ao público e ficar muito, muito rico. Ganharia milhões". - "Milhões, senhor? E depois?" - "Depois..." - Explicou o americano - "...Você se aposentaria... Mudaria para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os seus netos, tiraria a sesta com a sua esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia tomar vinho e tocar violão com os amigos..." - "Pois é, senhor... É exatamente assim que eu vivo!" - Concluiu, sorrindo, o pescador...

A resposta esta dentro de você

Uma lenda conta que, depois de haver criado os humanos, os deuses entraram numa discussão a respeito de onde esconder as respostas para as questões da vida, de forma que os homens se vissem forçados a procura-las. Disse um deles: - Podemos escondê-las no topo da montanha mais alta. Eles nunca irão procurar lá! - Não! - disseram os outros - Eles logo as encontrarão... Sugeriu outro deus: - Podemos ocultá-las no centro da Terra. Eles nunca irão procurar lá ! - Não! - replicaram os outros - Eles logo as encontrarão... Então, outro deus disse: - Podemos esconde-las no fundo do mar. Eles nunca irão procurar lá. - Não! - novamente disseram os outros. - Eles logo as encontrarão... Todos se entreolharam e se calaram... Depois de algum tempo, o mais sábio deles sugeriu: - Devemos colocar as respostas às questões da vida dentro dos homens. Eles nunca irão procurar lá. E assim fizeram... ... Procure dentro de você... as respostas... estão aí !!!

AMIZADE

Era uma vez... Era uma vez uma ilha onde moravam todos os sentimentos: A alegria, A tristeza, A sabedoria, A amizade, e outros. Um dia comunicaram aos moradores que esta ilha seria inundada. Apavorada a AMIZADE cuidou para que todos os sentimentos se salvassem. Ela disse: - Fujam! A ilha será inundada!!!!! Todos correram e pegaram os barquinhos para chegarem ao mais alto dos montes. Somente a AMIZADE não se apressou. Ela queria ficar um pouco mais na ilha. Quando já estava quase se afogando, apressou-se em pedir ajuda. Estava vindo a RIQUEZA e ela disse: - RIQUEZA, me leva junto com você? - Não posso, estou ocupada apreciando o meu barco novo. Então passou a TRISTEZA e a amizade disse: - TRISTEZA, posso ir com você? - Ah! AMIZADE, estou tão triste que prefiro ir sozinha. Passou a ALEGRIA, mas a alegria estava tão alegre por ter conseguido um barquinho que nem ouviu o chamado da amizade. Já desesperada e achando que iria ficar só, a AMIZADE começou a chorar. Então surgiu um barquinho humilde com um velhinho fraterno e de semblante carinhosos que lhe disse: - Sobe, AMIZADE, que te levo. A AMIZADE sentiu uma felicidade imensa que até esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando no alto do monte ela perguntou a SABEDORIA: Sabedoria, quem era o velhinho que me trouxe até aqui? E a SABEDORIA respondeu: - É o TEMPO. - Mas porque o TEMPO me trouxe até aqui? - Porque só o TEMPO é capaz de entender e cultivar uma grande AMIZADE.