domingo, 13 de janeiro de 2013

Acomodação

"Conta-se que para cozinhar uma rã gigante coloca-se a mesma ainda viva na panela com água tépida e gradualmente eleva-se a temperatura da água até a fervura. A rã, no início envolvida pela agradável temperatura da água, adormece e morre..." NN Da mesma forma, vícios vão se instalando nas vidas de pessoas, modificando-as, paulatinamente, muitas vezes sem que estas dêem conta do que está lhes ocorrendo. Critérios para distinguirmos entre o meramente lúdico e o compulsivo não são claramente demarcados. Vícios são hábitos destrutivos e prejudiciais. Assim, numa análise ainda que superficial, podemos verificar se o comportamento em questão é (1) habitual e (2) fonte de malefícios para os envolvidos. Fatores diversos, conscientes e não conscientes, às vezes imbricados, contribuem para a compulsividade em geral O processo terapêutico consiste em conscientizar o compulsivo de sua real situação fornecendo-lhe também o apoio, a orientação e o encorajamento para reverter a mesma. Tal se faz despertando para os benefícios e vantagens com a mudança, listando-se inclusive todos os ganhos secundários e intenções positivas atrelados ao comportamento que desejamos alterar elegendo-se novas condutas e atividades que satisfaçam integralmente tais ganhos e intenções. Uma reavaliação de seus critérios pessoais, de sua escala de valores, de suas crenças e objetivos de vida, de suas condutas e atitudes, enfim, de sua própria identidade é de grande valia nesse processo de libertação. Analisando ao nível de processo, o importante é lembrarmos que estas pessoas não são doentes e sim pessoas que não se conscientizaram que na vida elas têm mais escolhas para a realização pessoal.

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